sexta-feira, 13 de maio de 2011

Como Evitar as Assaduras no Bebê

As assaduras são muito comuns nos bebês, e seu nome cientifico é (dermatite amoniacal); elas são pequenas inflamações que aparecem na região em torno do ânus, região genital e nas virilhas do bebê. As assaduras precisam de calor, umidade e acidez para se desenvolver. Então as assaduras acontecem quando o cocô do bebê está ácido ou quando o xixi fica em contacto muito tempo com a pele do bebê;  são esses fatores que fazem com que o fungo se multiplique com facilidade.
A região do bumbum do bebê fica quente e úmida justamente por causa da fralda e da urina, então você deve fazer uso de alguma pomada para impermeabilizar a região. Essa pomada deve ser usada em toda a região do bumbum da criança em cada troca de fralda. Existem diversos tipos de cremes e pomadas específicos para prevenir assaduras.
Algumas assaduras podem ser desencadeadas por alguns fungos, por isso é importante que o pediatra seja consultado para que possa diagnosticar exatamente qual a origem das assaduras e assim prescrever o melhor tratamento para o seu bebê.
E não confunda assadura com alergia à fraldas. Quando o bebê está com alergia a fralda toda a região do bumbum fica vermelha e irritada. As assaduras são em locais especificos como citado acima.  Caso ele esteja com alergia a fralda, é bom você trocar a marca da fralda até encontrar uma que não dê alergia nele.

Algumas assaduras podem ser provocadas por fungos, por isso a mamãe tem de estar atenta e cuidar rapidamente das lesões.
Para evitar assaduras, troque sempre a fralda quando o bebê fizer cocô ou ela estiver repleta de urina. Limpe bem o bebê a cada troca de fralda com água morna e um algodão; limpe sempre da frente para trás. Depois de limpar bem, use o creme contra assaduras e coloque uma fralda limpa. Esse é o melhor método de prevenir as assaduras.
O clima também influência no aparecimento das assaduras; a mãe tem que ter uma atenção especial na época do verão e do calor, já que o corpo do bebê fica mais quente e ele também sua mais.
Nessas épocas do ano, você pode deixar ele um pouco sem fralda para que a pele do bumbum possa respirar e secar;  assim a pele ganha uma nova força e fica mais sequinha.Uma boa solução caseira é colocar o seu bebê sentadinho na banheira, com água morna e camomila. Você pode fazer um chá de camomila bem forte com 3 ou 4 saquetas de chá e adicionar a agua da banheira, isso ajuda a aliviar as dores e as assaduras tendem a desaparecer.
Caso ele apresente muitas assaduras, troque a fralda descartável pela de pano já que elas deixam a pele do bebê respirar melhor. A cada limpeza ou banho, não se esqueça de secar bem as dobrinhas do bebê para que ele fique bem sequinho. Seguindo essas dicas, o seu bebê ficará seguro e livre das assaduras.
Pergunte ao pediatra qual a melhor pomada para passar nas assaduras do seu bebê, é sempre mais seguro seguir a indicação médica já que nem toda pomada  é indicada para assaduras. Para lavar as fraldas de pano do seu bebê use sabão neutro e enxague várias vezes, até eliminar qualquer vestígio do mesmo.


Lembre-se: As assaduras nunca devem ser ignoradas pois podem ser indícios de outra infecção que o seu bebê tenha. Por isso fique atenta.

Necrólise Epidérmica Tóxica ou NET ou Síndrome de Lyell .

Historicamente, o eritema multiforme, a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a necrólise epidérmica tóxica (NET) faziam parte de um mesmo espectro clínico. Mas, recentemente, há uma tendência para se considerar os eritemas multiformes minor e major como partes de um espectro, frequentemente relacionados à infecções (especialmente herpesvirus) e ocasionalmente devido à reações a drogas. Já a SSJ e a NET estão mais ligadas à reações a drogas (80-95%) e são consideradas variantes severas de uma mesma doença.

A incidência da SSJ é de 1 a 6 e a da NET de 0,4 a 1,2 casos por milhão de pessoas ao ano. Nos dois quadros os padrões imunohistológicos das lesões iniciais sugerem uma reação citotóxica mediada por células contra as células epidérmicas, levando à apoptose.
Quando o destacamento epidérmico envolve < 10% da superfície corporal (SC) os pacientes são classificados como SSJ, > 30% SC como TEN e entre 10 e 30% SC como formas transicionais. Há relatos de maior frequência de SSJ e NET em pacientes com AIDS.

Necrólise epidérmica tóxica: 

É síndrome bolhosa rara e grave, tendo sido descrita por Lyell em 1956. Caracterizada clinicamente por necrose em grandes áreas da epiderme. Confere ao paciente aspecto de grande queimado e ocorre principalmente em adultos. Atualmente, considerada-se entidade distinta da Síndrome da pele escaldada estafilocócica (SSSS), causada pela toxina esfoliatina produzida pelo Stafilococcus aureus, grupo II, fagotipo 71, que afeta principalmente crianças.
As drogas são os principais agentes causais, especialmente sulfas, tais como: sulfametoxi-piridazina, sulfadimetoxina e sulfametoxazole, anti-convulsivantes, antiinflamatórios não-hormonais, antibióticos, derivados da pirazolona, fenilbutazona, alopurinol, dipirona, hidantoína e barbitúricos, agindo provavelmente, por um mecanismo mediado por células (Tipo IV). Poucos casos bem-documentados têm mostrado infecções por Mycoplasma pneumoniae ou Klebsiella pneumoniae como causa de NET. 

A erupção cutânea é precedida de fase prodrômica, de duração variável, caracterizada por mal-estar geral, febre, anorexia e máculas eritematosas coalescentes ou não, acompanhada de inflamação superficial da conjuntiva, pálpebras, orofaringe e genitália, às vezes associada a sintomas gastrointestinais. O quadro clínico propriamente dito, inicia-se por eritema nas grandes pregas tegumentares, evoluindo com necrose intensa da pele e formação de bolhas flácidas sero-hemorrágicas com desprendimento de extensos retalhos epidérmicos, principalmente em áreas sujeitas a fricção, conferindo ao paciente aspecto, anteriormente citado, de grande queimado. Um paciente adulto com TEN com 50% da superfície corporal acometida perde de 3 a 4 litros de líquido por dia. O sinal de Nikolsky ocorre exclusivamente na pele afetada. Vários órgãos e sistemas podem ser acometidos. Envolvimento pulmonar (bronquite e pneumonia) e renal (hematúria, necrose tubular e insuficiência renal), têm sido relatados. Infecção, toxemia e insuficiência renal são as principais causas de morte.
O histopatológico caracteriza-se por necrose dos queratinócitos, clivagem sub-epidérmica e discreta reação inflamatória dérmica. Enquanto que na síndrome da pele escaldada estafilocócica a clivagem é alta, ocorrendo ao nível da camada granulosa.
O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a SSSS, em que há nítida preferência por crianças, com foco de infecção estafilocócica que começa a apresentar erupção periorificial na face com evolução para exantema escarlatiniforme e surgimento de bolhas flácidas. As mucosas são habitualmente poupadas, o sinal de Nikolsky acomete também áreas de pele sã, apresenta evolução mais rápida e tem baixa mortalidade. Incluem-se também no diagnóstico diferencial dermatoses bolhosas como pênfigo vulgar, penfigóide bolhoso e dermatite herpetiforme. Além da síndrome do choque séptico que usualmente ocorre em mulheres menstruadas com febre, toxemia, eritema e descamação da pele, porém sem formação de bolhas.

Tratamento: Retirada da droga suspeita é a primeira medida. Não há tratamento específico para NET. A hospitalização é necessária, com isolamento do paciente para prevenção de infecções. Sistemicamente, deve-se manter o equilíbrio hidro-eletrolítico pelas importantes perdas através da pele e dificuldade de ingestão dos alimentos e líquidos. A administração de antibióticos é fundamental, sendo estabelecida após resultados de cultura da pele, mucosas, escarro, urina e hemocultura.
A indicação de corticosteróides orais é controversa, pois contribuem para diminuição das defesas orgânicas, favorecendo infecções e septicemias. No entanto, têm como justificativa sua utilização em fases precoces, onde há surgimento de novas lesões, no intuito de interromper o curso da síndrome, preconizando-se doses altas por tempo reduzido.
Finalmente, cuidados especiais de enfermagem com limpeza e assepsia das lesões e vigilância contínua. Lavagem local freqüente com soro fisiológico evita a formação de sinéquias em mucosa ocular e oral. A condição ideal é o internamento do paciente em unidade de terapia intensiva.
A mortalidade global é em torno de 14%, sendo 5% na SSJ e 40% na NET. Cicatrizes podem afetar a membrana ocular, resultando em opacificação da córnea e cegueira.

Teste da orelhinha

Sonda transmite estímulos sonoros para o ouvido do recém-nascido

O chamado teste da orelhinha, que mede a capacidade auditiva de recém-nascidos e passará a ser obrigatório em todos os hospitais do país, é realizado por meio de um aparelho que emite sons e capta se houve uma resposta da cóclea, a parte do órgão que transforma as vibrações sonoras em impulsos nervosos, que são enviados ao cérebro. O bebê ouve esses estímulos sonoros por meio de uma pequena sonda colocada no ouvido.
O indicado é que a avaliação seja feita ao menos 48 horas após o nascimento da criança, para evitar que secreções próprias do líquido amniótico (fluido que envolve o feto durante a gestação) interfiram nos resultados. O exame deve ser feito nos primeiros meses de vida, para que a criança já comece o tratamento.

Alimentação infantil - da amamentação aos 2 anos de vida .

mamadeiraA Organização mundial da saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e a partir daí, a introdução lenta e gradual de outros alimentos. Esta fase é conhecida como desmame, transição da amamentação para a alimentação semi-sólida e sólida.

Orientações e dicas:

- Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento;
- A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual, outros alimentos;
- A partir dos 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, frutas e legumes) três vezes ao dia para crianças que estão em aleitamento materno e 5 vezes para crianças desmamadas;
- A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Começar com consistência pastosa (papas/purês) nunca batida no liquidificador, pois a criança precisa exercitar os músculos maxilares preparando-os para as demais funções (fala e deglutição) e gradativamante aumentar sua consistência até chegar à alimentação da família;
- As papas salgadas devem conter 1 carboidrato (batata, mandioca, mandioquinha, arroz, milho, macarrão) 1 proteína (carne, frango e gema de ovo) e 1-2 legumes (chuchu, cenoura, abobrinha...)
- Os alimentos novos devem ser introduzidos um a um gradativamente para que se possa detectar eventuais reações de hipersensibilidade (alergias);
- O leite deve ser oferecido à criança 2 horas após as principais refeições (almoço e jantar), pois, o cálcio inibe a absorção do ferro, podendo causar anemia; isto vale tanto para a amamentação quanto para o leite artificial.

Evitar:
Açúcar: induz a criança ao estímulo acentuado pelo paladar doce, risco de cárie dentária;
Café e chá preto: são estimulantes e podem causar irritabilidade, também aumentam a eliminação de cálcio e diminui a absorção de ferro;
Alimentos com grandes quantidades de agrotóxico: tomate, mamão papaia, morango e uva.

Alimentos potencialmente alergênicos:

• Clara do ovo: deve ser introduzida a partir de 1 ano de idade;
• Leite de vaca fresco: é comum as crianças apresentarem intolerância à lactose (açúcar do leite) e as proteínas que compõe este alimento;
• Carne de porco;
• Frutos do mar e castanhas em geral.

Alimentos que oferecem alto risco de contaminação:
• Enlatados;
• Embutidos;
• Mel: pode estar contaminado com a bactéria Clostridium botulinum.

Fonte: Id Med

Os primeiros dentinhos do bebê.

dentinho   A maior preocupação de todos os pais é o bem estar de seus filhos, quanto ao futuro, à educação e a saúde geral. A saúde bucal de seus bebês enquadra se neste conceito e deve ser cuidada desde os primeiros anos de vida, ou seja, antes da erupção de seus primeiros dentinhos. Promovendo assim cuidados precoces, habituando o bebê aos procedimentos de saúde bucal e prevenindo contra o aparecimento de cárie e outros problemas de ordem geral.
Pensando nisto resolvemos orientar e sanar as principais dúvidas dos pais, quanto aos cuidados de saúde bucal de seus bebês com base em questionamentos mais comuns relatados na Clínica do Bebê da Faculdade de Odontologia de Araçatuba-UNESP:


Quando nascem os primeiros dentes de leite?
A criança possui 20 dentes de leite. O aparecimento dos primeiros dentes de leite começa por volta do sexto mês, podendo antecipar ou retardar em alguns casos. Geralmente a dentição do bebê completa-se entre o segundo e terceiro ano de vida.


Qual a importância dos dentes de leite?
Sabemos que os dentes de leite apresentam várias funções, podendo destacar as seguintes:


1. Mastigação: dentes saudáveis favorecem hábitos corretos de mastigação.
2. Fonética: nessa idade os bebês iniciam o desenvolvimento da fala, assim dentes de leite saudáveis e bem posicionados, favorecem o correto desenvolvimento da fala.
3. Estética: uma correta dentição faz parte de um sorriso harmônico.
4. Guia de erupção: Como o dente permanente desenvolve-se próximo a raiz dos dentes de leite, estes mantêm espaço para os dentes permanentes, servindo-lhes como guia de erupção.


Tem algum remédio para acalmar o bebê na época do nascimento dos dentes?
O surgimento dos dentes é uma ocorrência natural, portanto não provoca dor, nem sangramento. Normalmente a erupção dos dentes de leite está associada a certas manifestações locais e sistêmicas.Dentre elas destacamos o aumento da salivação, irritação geral do paciente e sono agitado, episódio de febre, diarréia e coceira gengival.
Os pais devem sempre ser orientados a intensificar a higiene bucal neste período, pois por razões de incômodo à criança, normalmente esta é negligenciada.A manifestação destes sintomas é temporária, e por ocorrer no período em que o bebê está engatinhando e tem o hábito de levar qualquer objeto à boca, podendo ocorrer contaminações.A maioria dos pediatras acredita que estes sintomas são coincidentes com o processo de erupção.
Entretanto, temos verificado que o número crescente deles tem encaminhado bebês com estas queixas receberem avaliação odontológica. Atualmente, não existe comprovação científica desta relação, muito embora acreditemos que a erupção seja um fator coadjuvante para o aparecimento destes sintomas. Realizamos uma pesquisa com o objetivo de apresentar dados sobre a erupção dos dentes decíduos e a ocorrência destas manifestações, em bebês de 0 a 3 anos de idade, assistidas na Bebê-Clínica da Faculdade de Odontologia de Araçatuba-UNESP.
Para tal foram utilizados dados contidos em 1129 prontuários, constando-se 1104 bebês (94,7%) demonstraram algum tipo de manifestação, e em 61(5,23%) nenhuma sintomatologia foi observada pelos pais durante a erupção dos dentes de leite. Dentre os 1104 bebês (94,7%) que manifestaram alguma sintomatologia, 943 (85,42%) apresentaram coceira gengival; 812 (73,55%) irritação; 773 (70,01%) salivação aumentada; 510 (46,19%) febre; 427 (38,67%) sono agitado; 381 (34,51%) diarréia e 282 (25,54%) coriza. Outros sintomas ainda foram relatados pelos pais como vômitos, falta de apetite e inflamação gengival, porém em baixas porcentagens. Os dentes mais envolvidos foram os de baixo da frente (52,44%) seguido pelos de cima da frente (20,48%).
A conduta frente a essas situações deve ser sintomática, incluindo a utilização de antitérmicos, anestésicos locais tópicos e mordedores gelados, além da importância de manter a higiene bucal nesta fase. A recomendação da conduta médica deve ser orientada, pois podem ocorrer enfermidades ao mesmo tempo como infecções de garganta e ouvido, em que a presença da febre é comum.


Quando devo iniciar a higienização da boca do bebê?
A higiene da boca do bebê deve ser realizada antes mesmo da erupção dos primeiros dentinhos, este motivo é pela preocupação de higienizar os dentes e a cavidade bucal do bebê, e também habituar pais e filhos a esta rotineira assistência que favorecerá o estabelecimento de hábitos de higiene em saúde bucal direcionada aos pais que irá gerar a prevenção nos filhos.
Durante o primeiro ano de vida, tais hábitos ainda não estão definidos e caberá aos pais a tarefa de estabelece-los. Para tanto pode ser usada uma dedeira feita de gaze ou fralda embebida em água fervida ou filtrada que deve ser esfregada delicadamente na gengiva. Após a erupção dos primeiros dentinhos, deve ser utilizada escova com cabeça pequena, macia, principalmente após as refeições.

Podemos utilizar creme dental nos dentes do bebê?
Quando erupcionam os primeiros dentinhos, pode-se utilizar escova de dente somente molhada em água, mas quando o bebê apresentar todos os dentes erupcionados, o creme dental deve ser utilizado em pequena quantidade, o equivalente a um grão de feijão ou até menos.
Este procedimento deve ser empregado, pois os bebês engolem cerca de 70% do creme dental durante a escovação, como contém flúor, a quantidade ingerida pode provocar fluorose, alterando a estrutura e a cor dos dentes.


A mamadeira e a chupeta podem alterar o posicionamento dos dentinhos?


A mamadeira e a chupeta quando utilizada em um período prolongado prejudica o posicionamento da língua da musculatura bucal e dos dentes de leite e se a criança persistir no hábito, os dentes permanentes. Deve ser planejado eliminar da rotina do bebê a chupeta e a mamadeira o mais cedo possível, até no máximo por volta dos três anos.


Como remover o hábito?


É necessário sempre conversar com a criança, explicando o porquê da remoção, fazendo reforços positivos, motivando com muito carinho, afeto e compreensão. A criatividade também é muito importante neste momento, distrair a criança é fundamental.


Como remover a mamadeira?
Vários métodos são sugeridos, um deles é diluir o leite da mamadeira com água, deixando o menos saboroso, até que fique só água, motivar a criança a usar copo com bico especial. Deve-se observar que a criança muitas vezes está usando o bico da mamadeira só para succionar, sem ter a necessidade de ingerir o leite.


Como remover o hábito da chupeta e do dedo?


Desde o nascimento, a criança não deve ser acostumada há ficar o tempo todo com a chupeta na boca, ela deve ser dada apenas em momentos de tensão; dessa forma, ela não ficará viciada em seu uso. Nunca oferecer mais de uma chupeta por vez e não deixar pendurada na roupa da criança, evitando que fique sempre à sua disposição. Quando o bebê adormecer, remover a chupeta da boca.
Com esses cuidados, naturalmente a criança deixará de necessitar da chupeta. Caso já existam alterações bucais, deve-se procurar o profissional, e o hábito deve ser removido o quanto antes, sempre respeitando a individualidade da criança, procurando mostrar lhe o problema causado e incentivando-a a largar a chupeta. Em relação ao hábito de sucção do dedo, devemos evitar a sua instalação, pois a remoção é mais difícil, já que o dedo está sempre à disposição. Muitas vezes é necessário o auxilio do psicólogo, pois o componente emocional é maior.

Os bebês podem ter cárie?


Sim. O hábito do bebê ser amamentado ou alimentado com mamadeiras com leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou mel durante o sono, principalmente á noite, pode provocar a cárie de mamadeira. Por isso a importância da higienização neste período bem como em toda a vida da criança. Este tipo de cárie acomete os dentes rapidamente, pois durante o sono o fluxo salivar diminui.
Os primeiros sinais e sintomas da cárie de mamadeira são manchas brancas e opacas que muitas vezes passam despercebidas pelos pais. Podendo evoluir para cavitações extensas e ocasionar a perda do dente.


Fonte: Id med

O uso de chupetas e suas repercussões .

chupetaConsiderando o universo do recém-nascido, não são poucas as novidades e mudanças presentes e, justamente nesta época, quando os pais, em sua maioria, estão inseguros quanto ao que fazer, ainda se deparam com o dilema da chupeta...Usar ou não usar?
Uma das certezas a respeito da chupeta é que a mesma não é necessária, mas uma resposta definitiva a esta pergunta poderia ser encarada como uma solução simplista que certamente iria favorecer o cirurgião-dentista, além de transferir toda a responsabilidade aos pais. Portanto, em nosso entender, nossa responsabilidade é compartilharmos com os pais as vantagens e desvantagens do uso da chupeta, possibilitando aos mesmos uma escolha consciente.
Sabe-se que o uso da chupeta, ou dispositivo de sucção, com a finalidade de acalmar a criança, foi adquirido culturalmente, evoluindo de soluções artesanais tais como “embrulhinhos” de tecidos feitos com recheio doce ou açúcar, até os modelos industrializados de látex ou silicone, de múltiplos formatos, cores e preços, oferecidos atualmente e que muitas vezes já fazem parte do enxoval do bebê.
A sucção é um reflexo primitivo de grande importância que ocorre desde a vida intrauterina. Sua ocorrência durante a amamentação proporciona ao recém-nascido a sobrevivência, além de estabelecer o vínculo afetivo com a mãe. Um dos aspectos mais relevantes é que a criança, ao mamar, procura atingir, com a sucção, satisfação alimentar e muscular, porém esta condição nem sempre é conseguida simultaneamente.
A obtenção desta dupla satisfação é alcançada pelos bebês que são amamentados pelo aleitamento natural; assim, a amamentação materna acaba saciando ao mesmo tempo a necessidade alimentar e de sucção, resultando em um bebê satisfeito. Porém, nas crianças com aleitamento artificial, que usam mamadeira, a plenitude alimentar será atingida, mas não a plenitude neural (muscular), e serão justamente estas crianças que poderão necessitar de um complemento para esta sucção, e nesses casos a chupeta poderá ser usada para complementar esta necessidade de sucção, e não simplesmente para acalmar a criança.
Ao optar-se pela utilização da chupeta, opta-se também pelo seu uso racional para que não se instale um hábito.


Conseqüências do uso da chupeta
O uso da chupeta geralmente não deve ser recomendado, pois são inúmeras as consequências danosas dos hábitos de sucção não nutritivos para o desenvolvimento orofacial.
O uso da chupeta pode promover o desmame precoce, pois a posição de língua para a sucção da chupeta é diferente daquela realizada para a amamentação. O posicionamento da língua para a sucção da chupeta é mais fácil e na hora da amamentação o bebê colocará a língua nesta posição e não conseguirá retirar o leite, chorando de fome, rejeitando o peito.
O hábito de sucção pode causar alterações morfológicas na movimentação de língua e musculatura perioral, tornando-as flácidas, o que dificulta a mastigação e a deglutição. As alterações também poderão ocorrer no palato duro, levando ao desenvolvimento de uma respiração bucal, que pode ser responsável por alteração de postura e sono agitado com ronco, deixando a criança cansada, sem vontade de brincar e desatenta, contribuindo assim para dificuldades escolares.
Em relação aos dentes, o hábito de chupar chupeta também pode causar a mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior. A criança fica com a face desarmônica e a oclusão incorreta o que contribui para dificuldades na fala, deglutição e fala.
Deve-se salientar que a severidade dos efeitos nocivos decorrentes do uso das chupetas é dependente de alguns parâmetros como a duração (período de utilização), freqüência (número de vezes ao dia) e intensidade (duração de cada sucção e grau de atividade dos músculos envolvidos) do uso da chupeta. Além disso, outros fatores também podem influenciar nas conseqüências do seu uso: a idade do término do hábito, o padrão de crescimento da criança e o grau de tonicidade da musculatura bucofacial.
Quando a chupeta for utilizada, deve-se dar preferência às chamadas chupetas “ortodônticas”, que são aquelas que possuem um formato anatômico, que se adapta à cavidade bucal da criança, ajustando-se ao palato e à língua, possibilitando um acompanhamento do movimento de sucção. O tamanho da chupeta também deve ser compatível com a cavidade bucal.
Finalizando, deve-se enfatizar que a indicação para o uso de chupetas é restrita. O aleitamento natural deve ser incentivado, o que irá diminuir a necessidade da sucção extra.


 Fonte: Id Med

Teste do olhinho.

stk204350rke O que é o teste do olhinho?

O teste do reflexo vermelho, mais conhecido por teste do olhinho, tem como finalidade investigar precocemente a presença de doenças oculares, oferecendo assim o tratamento imediato de possíveis patologias.
Existe uma lei do Estado de São Paulo — nº 12.551, de 05/03/07 — que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização, por maternidades e estabelecimentos hospitalares congêneres do Estado, desse exame gratuitamente.

Qual a importância desse exame? É comparado ao teste do pezinho?

O teste do olhinho é importante, pois fornece informações sobre várias patologias oculares: catarata e glaucoma congênitos, retinopatia da prematuridade, trauma de parto, tumores, entre outras. Que, quando detectados precocemente, levam a criança aos atendimentos necessários e a uma melhora na sua qualidade de vida.
Ao contrário do teste do pezinho, que é conhecido nacionalmente (até por ser obrigatório), o teste do olhinho não é "famoso" entre os pais. A explicação para a pouca fama se deve ao fato do teste ser realizado somente em alguns Estados e cidades do país.

Como é o procedimento do teste com o recém-nascido?

Esse teste do olhinho pode ser facilmente feito com a emissão de luz sobre a pupila do recém-nascido por meio de um aparelho chamado oftalmoscópio. A luz atravessa a córnea, pupila, cristalino, corpo vítreo e reflete-se na retina sem causar qualquer dano. O reflexo normal tem uma cor avermelhada e contínua nos olhos saudáveis, descartando a presença de doenças oculares. Na ausência de reflexo ou em casos de assimetria, a criança deve ser encaminhada ao oftalmologista para fazer outros exames.

O que é possível diagnosticar com o teste?

Fazendo o teste do olhinho evitamos sérios problemas de visão. O importante é fazer o diagnóstico de doenças oculares que podem, inclusive, levar à perda irreversível da visão.

Os bebês prematuros devem fazer o teste também?

Todo bebê prematuro com peso menor de 1.500g ou com idade gestacional menor de 32 semanas deve ser encaminhado ao oftalmologista com um mês de vida para realizar o teste do olhinho. Antes ele não deverá realizar o teste.

Quais as consequências de não fazer o teste?
Fazer o teste é obrigatório, mas, se não for realizado, pode trazer sérios riscos ao recém-nascido, pois impossibilita detectar uma patologia grave que pode ser tratada o quanto antes, diminuindo os riscos da incidência de deficiência visual.

É possível a catarata atingir o recém-nascido?

Sim. A catarata congênita é detectada pelo teste do olhinho, quando apresenta um reflexo vermelho que não é visto de maneira clara ou uniforme.
O diagnóstico precoce desse tipo de catarata é de extrema importância para o bom desenvolvimento da criança, pois, quanto mais precoce o diagnóstico e o subsequente procedimento cirúrgico, nos casos positivos, menor será o dano à acuidade visual provocado pela doença. Assim, um caso de catarata total, eliminada no primeiro mês de vida, provavelmente não deixará sequelas.

Teste do pezinho

teste_pezinhoO que é o teste do pezinho?
O Programa Nacional de Triagem Neonatal é popularmente conhecido como teste do pezinho. É necessário realizar os exames através deste teste devido à dificuldade em identificar recém-nascidos portadores de enfermidades através do exame físico e para impedir que as doenças se manifestem.

Para que serve?
O teste do pezinho serve para diagnosticar algumas doenças.

A Triagem Neonatal tem três fases:

A fase 1 realiza exame de Hipotireodismo Congêntino e Fenicetonúria. Todos os estados do Brasil estão nesta fase.
A fase 2 diagnostica as 2 doenças acima e mais Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias. 15 estados estão nesta fase.
A fase 3 diagnostica as doenças da fase 2 mais Fibrose Cística. Minas Gerais e os estados do Sul estão nesta fase.

Para quem é indicado?
Toda criança que nasce tem direito de realizar o teste após 48 horas de vida. É gratuito e obrigatório. O teste previne a deficiência mental e outras sequelas.

Como é feito o procedimento?
É realizada uma punção (picada) no pezinho do bebê na área determinada, que são as laterais da região do calcâneo, com uma lanceta. Após a formação de uma grande gota, é colocado em um cartão que contém um papel filtro. Após 3 horas da coleta, o material seco é encaminhado para o laboratório para realização do exame.

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Qual a importância do exame?

Identificar o mais precocemente possível a criança com exames alterados e fazer encaminhamento para os serviços que acompanharão as crianças, evitando assim complicações irreversíveis.

Aparência de um recém-nascido.

A aparência de seu bebê quando nasce pode surpreender você. Geralmente, não é como imaginamos. É normal que o recém-nascido tenha a cabeça disforme, pele amarelada, olhos inchados e marcas de nascença avermelhadas. Apesar disso, não há com o que se preocupar. Existem muitos fatores que podem lhe parecer anormais, mas que são comuns em vários recém-nascidos e costumam desaparecer nas primeiras semanas de vida. Nessa página, descreveremos alguns traços físicos que muitos recém-nascidos apresentam.

Cabeça

Um recém-nascido é bem diferente de um bebê maior. Sua cabeça é relativamente grande, medindo 1/4 de seu comprimento todo, enquanto suas pernas têm apenas 1/3. Evidentemente, nos seres humanos, o desenvolvimento do cérebro ocorre antes do desenvolvimento do resto do corpo.

Além de ser grande, a cabeça do recém-nascido pode parecer disforme e um pouco machucada. Os ossos do crânio são separados e não unidos como nos adultos. Essa separação permite que os ossos se movam à medida que a cabeça passa pelo canal estreito do parto. Além disso, essa mobilidade é importantíssima para que os ossos se adaptem ao rápido crescimento do cérebro do bebê.

Ao acariciar a parte de cima da cabeça, você consegue sentir os locais moles, ou as moleiras, no crânio. Nesse local, os ossos são bem separados, mas o cérebro é coberto por uma membrana resistente e pelo couro cabeludo. Você não vai machucar o bebê apenas tocando de leve nessas áreas. A moleira anterior, localizada no meio do topo da cabeça, geralmente fecha entre os 9 e os 18 meses de idade. Atrás, está a moleira posterior menor, que fecha por volta dos 4 meses.

Cabelo - a quantidade de cabelos de um bebê varia. Seja muito ou pouco, qualquer quantidade de cabelo é normal. A maioria cai e é substituída. A cor e a textura do novo cabelo podem ser diferentes das do cabelo que o bebê tinha quando nasceu.

No útero, o corpo do bebê era coberto por uma penugem fina chamada de lanugo. A menos que o bebê seja prematuro, boa parte dessa penugem do corpo desaparece, exceto nas costas. Mas esse lanugo residual desaparecerá em poucas semanas.

Rosto .

Olhos - As pálpebras dos bebês podem ser avermelhadas e inchadas pela compressão durante o trabalho de parto. Na maioria dos hospitais são aplicadas gotas de antibiótico nos olhos do recém-nascido. Essas gotinhas podem causar uma inflamação leve e temporária.

      Ao examinar o rosto do bebê, você pode notar que um olho fica se mexendo, ou que os dois não se movimentam conjuntamente. Desde que o olho não esteja fixo em uma única posição (estrabismo), esse desvio é normal e é corrigido conforme o bebê vai ganhando força e coordenação nos músculos que movimentam os olhos.

Ouvidos - a cartilagem no ouvido externo é bastante flexível no recém-nascido. Se a orelha estiver dobrada, não se preocupe, pois ela provavelmente voltará ao normal. Se o problema persistir, fale com o pediatra.

Nariz - ao nascer, o nariz e a boca do bebê geralmente estão cheios de muco. Após o parto, os médicos aspiram as vias aéreas do bebê com uma seringa de borracha para limpá-las e ajudar o recém-nascido a respirar. O próprio espirro ajuda a limpar as vias respiratórias e isso não é necessariamente sinal de resfriado.

Boca - às vezes, acontece de um bebê já ter um ou mais dentes quando nasce, mas esses dentes geralmente caem. Pode ser que o pediatra queira extraí-los antes que caiam e sufoquem o bebê.

Se o bebê fez muita sucção no útero, ele pode nascer com bolhas no lábio superior, assim como nos dedos, mãos ou antebraços.

Pele .

A pele do bebê é extremamente macia. Entretanto, pode não ser tão perfeita quanto a pele de um bebê maior. A pele do recém-nascido normalmente possui uma coloração avermelhada.    Nos primeiros dias, as mãos e os pés podem dar a impressão de serem azuis. Logo, a circulação do bebê melhora e a cor da pele fica mais uniforme.

Icterícia - mais da metade dos recém-nascidos apresenta algum grau de icterícia na primeira semana de vida. Na maioria dos casos, esse problema se deve à imaturidade do fígado e não apresenta nenhum risco ao bebê. O fígado é o órgão que ajuda a eliminar a bilirrubina, uma substância formada como conseqüência da destruição dos glóbulos vermelhos.   Como o fígado não está completamente maduro no nascimento, os bebês geralmente não conseguem excretar a bilirrubina da mesma maneira que os adultos.   O depósito de bilirrubina na pele e no branco dos olhos é o que provoca a cor amarelada.

      A icterícia aparece primeiramente no rosto e se espalha pelo resto do corpo à medida que o nível de bilirrubina aumenta.      A icterícia de um recém-nascido normal, também chamada de fisiológica, geralmente começa entre o segundo e o quinto dia de vida, chega ao ponto máximo entre o quinto e o sétimo dia e desaparece dentro de uma a duas semanas. Em alguns bebês que mamam no seio, a icterícia pode durar um pouco mais.

A não ser que o médico determine que o nível de bilirrubina está muito alto, você provavelmente poderá tratar a icterícia de seu bebê em casa. A base do tratamento caseiro é alimentá-lo freqüentemente no seio ou com mamadeira.    A bilirrubina é eliminada na urina e nas fezes e essa eliminação pode ser acelerada aumentando-se o consumo de líquidos.       A   bilirrubina é decomposta na pele e a luz estimula essa decomposição.        O comprimento de onda da luz que acelera a destruição da bilirrubina na pele passa através do vidro e do plástico. Por isso, às vezes, apenas colocar o bebê próximo a uma janela ensolarada por alguns minutos já ajuda.

O pediatra pode acompanhar a melhora de seu filho verificando o nível de bilirrubina com um simples exame de sangue. Se esse nível subir excessivamente, o bebê precisará ser hospitalizado para tratamento fototerápico (exposição à luz a um comprimento de onda semelhante ao dos raios ultravioletas) e também para que os médicos determinem se a icterícia é resultado de algum problema mais grave do que o funcionamento de um fígado imaturo.

Na maioria dos bebês, a icterícia desaparece espontaneamente. Se seu filho tiver icterícia, o pediatra lhe dirá o que fazer para acelerar o desaparecimento do problema.

Marcas de nascença - as marcas de nascença são um problema de pele muito comum dos recém-nascidos.     Os bebês cujos pais têm pele mais escura podem apresentar o que chamamos de mancha mongol, uma pigmentação azulada sob a pele na região lombar e nas nádegas. Mordidas da cegonha (também conhecidas como beijos de anjos) são marcas lisas e vermelhas geralmente localizadas em cima do nariz, nas pálpebras ou na nuca.     Normalmente, desaparecem até os dois anos de idade, mas muitas reaparecem com o choro.     Às vezes, as manchas na nuca persistem ainda na vida adulta.

Erupções - as erupções geralmente aparecem nos primeiros dias de vida. Embora a tendência dos pais seja a de se preocupar com essas marcas na pele, a maioria desses problemas é completamente inofensiva e desaparece sozinha.    As espinhas são pequenas bolhas brancas no rosto causadas pelos hormônios maternos.    Desaparecem em alguns dias sem necessidade de tratamento.     O eritema tóxico - uma protuberância avermelhada com um ponto amarelo no meio que, geralmente, assemelha-se à mordida de pulga - ocorre em metade dos recém-nascidos. É inofensiva e desaparece sozinha em aproximadamente uma semana.

    A pele da maioria dos bebês descasca um pouco depois do nascimento.  A descamação fica mais visível nas palmas das mãos e nas solas dos pés.     É mais característico em bebês que nascem depois de 40 semanas de gestação.    Você também pode notar umas casquinhas no couro cabeludo conhecidas como crosta láctea.    Essas cascas desaparecem sozinhas. Ajuda bastante lavar a cabeça do bebê diariamente.

Corpo do bebê

Tórax
- seu bebê respira mais rápido do que você: entre 30 e 50 vezes por minuto.    O ritmo geralmente é irregular.      Se você observar de perto, verá um leve movimento do coração batendo.   O pulso nos bebezinhos também é rápido - 130 a 160 batimentos por minuto.

      Você também pode notar um aumento das mamas do bebê.    Esse aumento é temporário e é causado pela exposição, ainda no útero, a níveis elevados de estrogênio.

Órgãos genitais - a exposição aos hormônios maternos também pode provocar inchaço dos órgãos genitais, especialmente próximo à vagina. Nas primeiras semanas, as meninas podem apresentar uma secreção mucosa rosada na vagina devido à saída desses hormônios.

Nos meninos, o prepúcio que cobre o pênis não fica tão retrátil. Não tente forçá-lo, pois pode machucar o bebê.

Abdome - depois que o cordão umbilical é cortado, permanece o coto umbilical.    O coto deve ser limpado diariamente e mantido seco, devendo cair em dez dias.      Muitos hospitais recomendam que você limpe a base do coto com um algodão umedecido com álcool a 70%.

    As primeiras fezes do bebê são pegajosas e escuras. Essa substância escura é chamada de (mecônio).     Depois de uns dias com seu bebê mamando leite materno ou leite em pó, as fezes passam a ter um tom amarelo escuro.

Braços e pernas - seu bebê consegue movimentar muito bem os braços e as pernas. Ele prefere mantê-los flexionados e próximos ao corpo.  Essa posição pode se assemelhar a sua postura nas últimas semanas dentro do útero.     As pernas geralmente ficam abertas e dobradas, como as de uma rã.

     Se ficar com os braços e as pernas esticadas, a criança se sente insegura.     Quando está agitada, você pode deixá-la mais confortável enrolando-a em um cobertor e segurando-a junto a seu corpo.

      Apesar de algumas características físicas incomuns, você definitivamente vai achar que seu bebê é a coisinha mais linda que já viu. Nos primeiros dias, ao abraçá-lo e olhá-lo bem nos olhos, você ficará espantada ao perceber que ele está vendo e entendendo tudo.   

Como recuperar a antiga forma.

Olhar-se no espelho não é uma tarefa fácil para quem acabou de ter um filho. Depois do parto, é normal a pele do abdômen ficar mais flácida e, às vezes, marcada pelas estrias. Pode acontecer também de o rosto ganhar algumas manchas, e as pernas, varizes. E, dependendo de como você se alimentou na gravidez, alguns quilos extras costumam dar as caras aqui e ali.

Nessa hora, o melhor a fazer é dar tempo ao tempo. Sem se desesperar, pense que você precisará de pelo menos entre seis e noves meses, ou mais, para recuperar as formas que tinha antes de engravidar. Ainda assim, é possível que algumas marcas continuem lá, principalmente na pele, embora já existam tratamentos para muitos desses casos. O importante é não ser tão exigente consigo mesma nesse período. Confira o que os especialistas têm a dizer sobre isso.

O que faço com o peso que ganhei?

Durante a gravidez, principalmente nos dois trimestres finais dela, a mulher ganha em geral 8 a 10 kg. Qualquer coisa além dessa faixa significa riscos de desconforto, com peso, inchaço, diabetes gestacional e mal-estar geral. Logo depois do parto, perde-se até 6 kg entre o peso do bebê, a placenta, o líquido amniótico e a redução do inchaço. Os 2 a 4 kg restantes são reservas de gordura que podem ser utilizadas para suprir o aumento da demanda calórica do corpo para o período de amamentação, principalmente nos três primeiros meses pós-nascimento. Ou seja, a mãe precisa de mais energia para produzir leite. De qualquer forma, a perda de peso no período depois do parto varia de uma mulher para outra. Além de fatores individuais, como altura, metabolismo e herança dos pais, também interferem nesse processo a amamentação, que ajuda a queimar gorduras pelo dispêndio calórico, a alimentação e a atividade física.

Otite.

A otite é um agravamento de um quadro de virose. O catarro do resfriado
que se acomoda em canais auditivos pode causar a inflamação do ouvido. Isso acontece porque as secreções constituem um ambiente perfeito para bactérias oportunistas, praticamente uma incubadora. Choro intenso, inapetência, perda da fome e irritabilidade são alguns dos sinais do problema. Em geral, há febre inferior a 39 °C, mas não necessariamente.
mãe com seu filho

O que fazer ?
É uma doença que costuma surgir três ou quatro dias depois de um resfriado. O diagnóstico deve ser feito pelo médico com um otoscópio – aparelho próprio para isso. O método de apertar o ouvidinho para ver se a criança chora não é confiável. Diante da confirmação da doença, além de seguir a prescrição do pediatra, os pais podem esquentar a região com um lenço aquecido e promover a higienização nasal, a inalação e a sucção do catarro com uma bombinha manual. Manter o pequeno hidratado também é importante.

Garganta inflamada

                                
Pode ser até que a dor nem apareça. Só que a dificuldade para engolir, a febre e aquela tosse seca – a famosa tosse de cachorro – deixam a criança pra lá de irritada. Assim é a laringite, inflamação da laringe, a parte da garganta onde se localizam as cordas vocais. Poluição do ar, infecções e alergias estão por trás do incômodo.

O tratamento, geralmente à base de corticóides, deve ser seguido à risca. Caso contrário, o quadro pode evoluir para infecções mais sérias ou 
mesmo ocasionar problemas de voz. 
 
Para prevenir a laringite, evite:

• compartilhar copos e talheres.
• dar bebidas geladas para a criança.
• banhos frios.
• não dispensar umidificadores de ar nas estações mais secas.
 
Por fim, os sintomas que denunciam a presença do mal também podem acusar outros problemas, como bronquite, pneumonia e outros males respiratórios. Dessa forma, ao menor sinal deles, o mais correto é procurar um pediatra para esclarecer a situação.

Infecção Urinária

       

 A infecçao urinária é caracterizada por febre, dor abdominal, irritabilidade, falta de apetite. Se esses sintomas tão comuns a outros problemas estiverem associados à vontade de fazer xixi a toda hora, em pequenas quantidades – às vezes, até uns pinguinhos escuros e malcheirosos –, eles podem sinalizar um problema conhecido como infecção do trato urinário. Caso a criança também reclame de ardência ao urinar e de dores na região lombar, aí não resta dúvida de que o mal deu as caras.

A doença é causada por bactérias e afeta duas vezes mais as meninas do que os meninos. Isso porque a uretra das garotas, o canal por onde escoa o xixi, é menor do que a dos garotos e está situada a poucos centímetros da vagina e do ânus. Essa localização facilita a migração dos microorganismos que vivem ali rumo ao trato urinário. Quando os invasores chegam à bexiga, o resultado é a cistite – o tipo mais comum de infecção urinária. Se eles subirem até os rins, podem deflagrar um quadro ainda mais grave: a pielonefrite, que causa uma febre altíssima.

Para ter certeza do problema, o pediatra pode solicitar exames de urina ou de imagem, como a ultra-sonografia. O ataque às bactérias é feito com antibióticos e, para o alívio dos pequenos, os sintomas desaparecem em poucos dias.


A higiene do jeito certo.

Para evitar a cistite, a anatomia das meninas requer cuidados especiais:
1) Na hora da troca de fralda, é preciso fazer a limpeza da frente para trás, ou seja, da vulva em direção ao bumbum.
2) Toda vez que fizer esse movimento, o algodão deverá ser descartado.
3) Se o bumbum estiver muito sujo, o certo é lavar com água e sabonete e depois secar bem.
4) Durante a limpeza, tanto de meninos como de meninas, é recomendável passar um algodão embebido em água morna e depois outro seco.
5) Se a menina não usa mais fralda, só o papel higiênico não bastará. É melhor passar um algodão úmido e secar depois. Quando ela fizer cocô, lave o bumbum com água e sabonete.